
Claudio Willer, além de grande poeta e tradutor é um crítico sensível, em especial de poesia. Em “Geração Beat”, título recém lançado pela L&PM na simpática coleção Encyclopaedia , faz as vezes de historiador da literatura com grande êxito.

O livro, simples sem ser simplório, fornece um ótimo painel da “Geração Beat”, dando maior atenção aos seus autores centrais: Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs. Willer é, ao lado de Eduardo Bueno e alguns outros, responsável pela tradução e divulgação desses autores entre nós, e ao narrar as linhas mestras desse “movimento” dá a ver toda a sua intimidade com a obra dessa geração de poetas, narradores e contestadores sociais cuja influência na moderna prosa americana é indiscutível.

Devo confessar que após ler o livro de Willer entreguei-me a uma revisão das obras Beats que eu já havia lido e gostaria de passar os olhos novamente, assim como outras tantas que cabem sob essa definição guarda-chuva. Reli algumas coisas do Ginsberg, de todos o autor que eu conhecia melhor, li outras tantas do Kerouac que eu havia deixado passar, além do velho Burroughs. Aproveitei para reler algumas coisas do não-Beat mais Beat de todos: Bukovski. E como a obsessão é o meu lema, dediquei várias horas a autores influenciados pela primeira leva de Beats, como o grande Hunter Thompson. Mas esse merecerá uma postagem dedicada somente a ele.